Desenvolvendo a gestão da empresa
22 de abril de 2014
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É muito comum os empresários de pequenos negócios começarem  a empresa dando prioridade  às instalações, ao processo de fabricação se for uma indústria e na ação de  vender. Isto está muito certo, mas a organização da gestão, que permita um bom gerenciamento não pode ser deixada para mais tarde. Tem de ser montada  logo no início do negócio, ou a empresa pode ter problemas de viabilização por falta de uma gestão competente.Aqui vão algumas dicas para uma estruturação fácil do processo de gestão da empresa, como base para um bom gerenciamento e tomada de decisões.Considere que numa empresa, o processo de gestão deva utilizar duas forças, que chamo de “empurra” e “puxa”.  Ou, seja, a adoção de um quesito importante da gestão, força  o desenvolvimento fácil de outras peças do processo. E o resultado é que, sem muita complicação, o gestor terá domínio do negócio, para tomar decisões seguras, que é o que importa afinal.Assim, para começar um processo de gestão competente, cuide de ter na empresa, desde o começo, os quatro indicadores de gestão abaixo, os quais puxarão os demais componentes da organização da gestão:

Fluxo de Caixa:

Todo sócio que de uma forma ou de outra estiver conectado à gestão, deveria se importar com a liquidez da empresa. Ao exigir conhecer o Fluxo de Caixa  inclusive com projeções de pagamentos e de receitas, estará LEVANDO a empresa a ter excelente controle dos recebimentos, inclusive previsões (contas a receber)  e controle dos pagamentos, inclusive suas previsões (contas a pagar), bem como o controle dos saldos das provisões, que ajudam na preservação do capital de giro.

Resultados (econômicos):

Todo sócio que de uma forma ou de outra estiver conectado à gestão, deveria se importar com a avaliação de resultados da empresa. Se gerou  lucro ou não. Mas corretamente apurado. Ao exigir conhecer o resultado mensal, corretamente apurado,  estará LEVANDO a empresa a controlar detalhadamente, de forma demonstrável ,os gastos, na forma de despesas e custos, e as receitas, na forma de direitos estabelecidos.

Destinação do lucro (econômico):

Todo sócio que de uma forma ou de outra estiver conectado à gestão, deveria se importar com a destinação dada mensalmente ao lucro. O importante neste aspecto é que, para explicar onde está o lucro gerado mensalmente,  a operação deverá ser capaz de dar conta das relações econômicas e financeiras com os  fornecedores, dar conta das relações econômicas e financeiras com os clientes, dar conta dos recursos disponíveis e aplicados em bancos ou outros ativos e dar conta dos  investimentos ou dispêndios em aquisições.

Situação do lucro:

Todo sócio que de uma forma ou de outra estiver conectado à gestão, deveria se importar com as possibilidades de crescimento do lucro e com a possibilidade de valorização da empresa no mercado. Com a adequação da gestão, as metas de lucro e o valor da empresa passarão a ser foco das relações entre os sócios. A forma principal de alcançar estas metas é pelo processo de venda de produtos e serviços. O importante aqui é que neste estágio, já com a gestão dominada, evoluir o processo de venda, inovar e renovar, criar novas estratégias e parcerias, serão a ordem do dia.

Esse sistema empurra-puxa leva a empresa ao profissionalismo de suas operações. Tudo estará sobre controle e subordinado à estratégia. Pois o que importa estará garantido: qual seja: vender, entregar, receber, pagar, lucrar. Fazer isso sempre em volume crescente, sem incorrer em risco de desastre econômico-financeiro ou legal.

Antonio Carlos de Matos

Consultor em Gestão Empresarial e Capacitação Gerencial

Diretor de Operações do IBELG

Diretor Executivo da MR Results Gestão Empresarial

fonte: http://acdematos.wordpress.com/2013/05/29/desenvolvendo-a-gestao-da-empresa/